quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fazendo acontecer! - Parte III

Olá pessoal!

No último post, fiz uma pequena provocação sobre o método GTD do autor David Allen, que propõe um método de organização pessoal que visa obter maior produtividade em todos os campos da vida, seja profissional, pessoal, social. 

Como isso acontece? Ao "limpar" a mente dos nossos compromissos, lembretes, coisas que devemos fazer, todos devidamente capturados na "caixa de entrada" e organizados em listas revisadas periodicamente, nas quais há clareza sobre aquilo que devemos fazer para concretizar cada um daqueles compromissos, ganhamos fôlego mental para refletir sobre aspectos mais importantes das nossas vidas. 

Ao invés de corrermos atrás do relógio tentando dar conta de milhares de afazeres que nem sabemos por que motivo estamos fazendo, passamos a refletir sobre coisas como:

Quais meus principais objetivos e metas no trabalho?
O que me vejo concluindo em um/três/cinco anos?
Eu me sinto realizado com meu estilo de vida?
Estou fazendo aquilo que realmente deveria estar fazendo?

A partir dessas reflexões, passo a ter mais critério sobre todos aqueles compromissos que assumo comigo mesmo e com as demais pessoas que fazem parte da minha vida, pois uma vez que minha capacidade de realização é limitada, devo priorizar aqueles compromissos que efetivamente consigo cumprir e que me colocam mais próximo daquilo que realmente importa para mim.

David Allen é categórico nesse ponto - cada um de nós é responsável por definir o que está de fato comprometido a fazer acontecer e para alcançar os resultados que almejo, preciso decidir qual é a próxima ação que devo fazer. 

Saber o que temos que fazer para alcançar nossos objetivos nos fortalece e afasta qualquer chance de vitimização, pois se há alguma coisa a ser feita, significa que aquela situação pode ser transformada. Você começa a ver as coisas acontecerem e acredita que pode conquistá-las, num verdadeiro círculo virtuoso.

E para terminar, outra frase que está no livro e achei fenomenal, do Steve Snyder: Só existem dois problemas na vida: você sabe o que quer mas não sabe como conseguir; ou você não sabe o que quer. E qual a solução? Descobrir e fazer acontecer!

Gostaram da série sobre GTD? Não deixem de comentar.

Beijos da Stefi

terça-feira, 13 de junho de 2017

Fazendo acontecer! - Parte II

Olá pessoal!

Espero que o primeiro post da série GTD tenha deixado todos vocês curiosos para saber como podemos nos organizar para agir mais e pensar menos no nosso dia-a-dia!

Já aprendemos que pensar em excesso, sem realizar, causa cansaço mental. O GTD sugere um método simples, composto de apenas cinco passos, para ser mais produtivo e realizado:

1) Capturar tudo aquilo que nos chama a atenção - David Allen sugere criar uma "caixa de entrada", que pode ser física ou eletrônica, para colocar tudo aquilo que exige alguma resposta ou decisão a ser tomada, por exemplo, contas a pagar, artigos interessantes na Internet que gostaria de ler, cartões de visita, convites para eventos, ideias para uma viagem de férias ou um curso que gostaria de fazer, lista de compras, etc.;

2) Analisar cada item separadamente e decidir o que fazer com ele - esse item demanda alguma ação? Se a resposta for sim, e essa ação levar menos de 2 minutos para ser feita - devo fazê-la imediatamente, como por exemplo responder a um email ou anotar um lembrete no celular.
Se a ação for mais complexa, posso inseri-la no calendário para fazer em outra oportunidade; delegar para outra pessoa ou adiar para uma lista de próximas ações.
E quando o item não exigir nenhuma ação física, posso descartá-lo, guardar como material de referência ou inserir em uma lista de projetos para fazer algum dia/talvez.

3) Verificar quais os resultados que decorrem de cada uma das opções - qual o resultado que será alcançado a partir de cada ação;

4) Refletir - adotar uma rotina semanal de rever aquelas atividades com as quais se comprometeu;  e revisar suas listas para garantir que todos os seus projetos estejam "fora da sua cabeça" e claros o suficiente de modo que você saiba qual ação deve tomar para alcançar o objetivo que deseja;

5) Engajar - decidir, dentre várias opções existentes, qual a melhor ação a ser realizada dentro de uma determinada janela de tempo e oportunidade.

Para David Allen, a partir da automatização desse fluxo de processamento, o cérebro fica livre do excesso de pensamentos e passa a focar nas ações que precisa desempenhar, o que contribui para a produtividade e realização! 

E, como veremos no próximo post, ser mais produtivo não significa apenas ser melhor profissional, traz também mais felicidade. Alguma ideia de como isso acontece?

Beijos da Stefi

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Fazendo acontecer! - Parte I

Olá pessoal!

Semana passada criei uma enquete na página do blog no Facebook para saber um pouquinho mais da opinião de vocês! Quem ainda não respondeu, é bem rapidinho, somente dois minutinhos para me ajudar a criar um blog mais interessante de ler e seguir! Obrigada a todos que já participaram!

Já na linha das respostas que foram dadas pelo pessoal que participou : ), hoje vou falar de um livro que há tempos estava querendo ler e que finalmente consegui após achá-lo na biblioteca solidária do meu trabalho - A arte de fazer acontecer: O método GTD - Getting Things Done, do escritor americano David Allen. 


Eu já conhecia um pouco do método a partir das minhas leituras do blog Vida Organizada, da Thais Godinho, que é super bacana e recomendo para quem gosta dessa temática de organização pessoal.

O livro apresenta um método simples para organização pessoal, que parte de duas premissas:
1) a mente humana é ótima para ser criativa a partir de cenários preestabelecidos, mas péssima para recordar de tudo que queremos lembrar no dia-a-dia;
2) e a existência de situações pendentes ou indefinidas, as quais o autor chama de "laços abertos", causa stress e confusão mental.

Mas o que seriam esses "laços abertos"? Seriam todos aqueles compromissos que você assume consigo mesmo ou com alguém, como por exemplo "Eu deveria malhar 3 vezes por semana"; "Preciso comprar o presente de aniversário do meu filho", "Gostaria de estudar francês um dia" etc., que ficam ocupando espaço mental enquanto não são atendidos ou resolvidos.

Para David Allen, essas pendências geram "ruído mental", pensamentos em excesso que não são traduzidos em ações efetivas, causando sentimentos de frustração e  de derrota.

No livro, Allen cita uma frase de Bill Raeder que ilustra bem essa situação: "O pensamento é inútil quando estimula a ação e é obstáculo quando a substitui." A saída estaria então em usar um método de organização que estimule a ação e reduza o pensamento desnecessário.

E o que o método GTD propõe para fomentar a ação? Te conto no próximo post!!

Beijos da Stefi

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Embrace - Aceite seu corpo como ele é!!

Olá pessoal,

Depois de um longo tempo sem postar, estou de volta! Hoje vou falar sobre um documentário inspirador disponível no Netflix chamado "Embrace", produzido pela ativista australiana Taryn Brumfitt, a partir de uma campanha de financiamento coletivo.



A Taryn ficou mundialmente famosa da noite para o dia após postar uma foto de antes/depois do seu corpo e sua jornada pela aceitação do seu próprio corpo, após ter três filhos. Se você costuma ler revistas femininas, certamente se lembra dessa imagem:
Na imagem de antes, Taryn participava de um concurso de fisiculturismo na Austrália, com o melhor corpo de sua vida, arduamente conquistado após a terceira gestação com dieta e exercícios rigorosos. No documentário ela narra como, apesar de estar com o corpo supostamente perfeito, não se sentia feliz e ainda, percebeu que as demais concorrentes continuavam bastante críticas com seus próprios corpos! Na imagem de depois, ela simboliza sua aceitação com o próprio corpo, com todas as suas marcas!

A partir da publicação da imagem, ela passou a receber milhares de mensagens de pessoas ao redor do mundo que também passavam por suas próprias jornadas para se aceitarem do jeito como são. E Taryn percebeu como esse problema da importância exagerada dada para a aparência afetava as pessoas ao redor do planeta, especialmente as mulheres.

Motivada em descobrir os motivos pelos quais as mulheres têm tanta dificuldade para se aceitarem como são, ela se lançou em uma viagem pelo mundo para conhecer pessoas com diferentes histórias de autoaceitação. As pessoas que ela conhece são inspiradoras, e cada uma a seu jeito aprendeu a se valorizar do jeito que é.

Um dos alertas feitos pelo documentário é a respeito de como as mulheres são estimuladas desde pequenas a cuidarem da aparência para serem bonitas e serem elogiadas por isso. Uma forma de reduzir essa importância exagerada à aparência é elogiar as garotas desde pequenas por suas conquistas e ações, mais do que por sua beleza. 

Em tempo - o documentário não reduz a importância de cuidar da saúde e de se sentir bem. Ele sugere uma mudança de foco - não devemos obcecar com a perfeição de nossa aparência, mas sim nos importamos com a capacidade do nosso corpo de viver de forma saudável, amorosa e feliz! 

Também adorei o uso positivo das redes sociais nesse caso - impressionante como uma foto publicada em rede social, com milhares de comentários, rendeu um documentário capaz de impactar ainda mais pessoas e fazer refletir sobre formas de pensamento arraigadas na nossa sociedade.

Vale a pena assistir e discutir com todos! Beijos

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz 2017!

Olá pessoal,

Hoje é o último dia do ano, tempo de refletir sobre o ano que se passou e planejar o novo ano que se inicia em poucas horas... 

De uma forma geral, nas conversas com amigos e parentes, tenho percebido que o grande desejo para 2017 é paz e sabedoria para aproveitar a vida da forma como ela é, apreciando a beleza de cada dia e sabendo expressar gratidão por tudo aquilo que já temos.

Uma das formas de exercitar essa gratidão por todos os bons momentos que vivenciamos no dia-a-dia e às vezes sequer percebemos é fazer um "pote da gratidão".

A ideia é muito simples - basta escrever, ao final de cada dia, um motivo pelo qual você se sentiu grato ou feliz naquele dia que se passou e colocar dentro de um pote ou jarro. Eu escolhi uma latinha de chá, fiz uma decoração "básica", e coloquei na tampa o lembrete de abrir no próximo dia 31/12, daqui a um ano!





Meu desejo para 2017 é agradecer por tudo que já tenho na minha vida, e acredito que esse "pote da gratidão" irá me auxiliar nessa tarefa!  Parece uma maneira simples de mudar a forma de encarar o que nos acontece, e aprender a ver beleza e aprendizado nas pequenas coisas!  

E você, também se animou a criar seu "pote da gratidão" em 2017?

Beijos da Stef

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Mente saudável, vida feliz!


Olá pessoal!

Hoje vou falar de um dos meus livros preferidos chamado "Pare de fazer drama e aproveite a vida - Como superar a ansiedade, o medo e a negatividade e assumir o controle de suas emoções", escrito pelo psicólogo espanhol Rafael Santandreu.

De acordo com o autor, o segredo para uma vida feliz é manter sua  mente saudável. Para isso, precisamos entender como são produzidas nossas emoções.

Geralmente, pensamos que nossas emoções são produzidas pelos acontecimentos da nossa vida, como por exemplo o término de um relacionamento ou dificuldades no trabalho, fatos que por serem negativos nos fazem nos sentir mal. 

Porém, para Santandreu, os acontecimentos em si não são negativos, pois pessoas na mesma situação sentem-se de maneira diferente, a partir da interpretação que fazem daquele fato. Assim, as emoções seriam produzidas pelos pensamentos negativos que produzimos a partir dos acontecimentos, e são esses pensamentos que produzem estados emocionais como ansiedade, depressão, etc. 

Dessa forma, a melhor maneira de manter a mente saudável é substituir pensamentos exageradamente negativos, que o autor denomina "crenças irracionais", pelos pensamentos racionais correspondentes.

E como fazer isso, você deve estar se perguntando?

O primeiro passo é identificar essas crenças irracionais, que são pensamentos exagerados, que não ajudam a resolver problemas e produzem mal-estar emocional. O autor apresentou a lista de alguns pensamentos irracionais mais comuns:

1. Preciso ter alguém ao meu lado que me ame, senão serei muito triste;
2. Tenho que ser alguém na vida, aproveitar bem meus talentos e virtudes senão vou me sentir um fracassado;
3. Não posso tolerar que as pessoas me menosprezem em público, devo sempre responder e defender minha imagem;
4. Devo ter um apartamento em meu nome, senão vou me sentir um grande derrotado;
5. Ter uma boa saúde é fundamental para ser feliz, o mais desejável é viver muitos anos, quanto mais melhor;
6. Tenho que ajudar meus familiares, minha ajuda é fundamental para a felicidade deles;
7. Se meu companheiro me trai, não posso continuar com essa relação. A infidelidade é uma coisa terrível.
8. Preciso ter uma vida emocionante, caso contrário minha vida será uma chatice e portanto, desperdiçada;
9. Mais é sempre melhor, o progresso é sempre bom;
10. A solidão é muito ruim, os seres humanos precisam ter alguém por perto senão se tornam infelizes.

Essas crenças são exageradas porque representam meras preferências, ou seja, não são condições essenciais para a felicidade. Em última instância, precisamos de muito pouco para nos sentirmos bem - ter abrigo, alimento e segurança.

Identificadas as crenças exageradas, o próximo passo é combatê-las, a partir de três desafios - existem pessoas na mesma situação que estão felizes? Mesmo com esse problema, posso fazer coisas boas para mim mesmo e para outras pessoas? E, por fim, o que será desse problema daqui a 100 anos?

Por fim, devemos substituir o pensamento irracional pelo seu correspondente racional e equilibrado, que nos permite avaliar de forma realista o impacto desse acontecimento e/ou desejo nas nossas vidas.

Por exemplo, acho que toda mulher já se sentiu triste por não conseguir perder aqueles quilinhos a mais. Me parece que a crença irracional por trás desse desejo de emagrecer é a de que só poderei ser feliz se for magra. Mas será que isso é verdade?

Existem pessoas acima do peso que se sentem bem? Com certeza, sim. Mesmo acima do peso, posso fazer coisas boas e interessantes com a minha vida, como viajar, desenvolver hobbies, ajudar os outros? Sim. O que será desse problema daqui a 100 anos? Nada.

O método do autor pode parecer radical, mas a ideia é combater o nosso diálogo interno negativo, que produz emoções ruins e nos impede de aproveitar a vida com toda a plenitude. Me parece um desafio e tanto, não é? Mas cada vez mais me convenço que mudar a nossa maneira de pensar é a última fronteira para alcançar a verdadeira satisfação com a vida.

E você, leitor?  O que pensa dessas ideias?

Beijos da Stefi

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Patriotismo - é possível?

Bom dia pessoal,

Não tem coisa melhor do que feriado no meio da semana, ainda mais quando nos aproximamos do final de ano, que costuma ser uma época bem estressante! 

Além de descansar, acho que esse é um bom momento para refletir sobre a importância de datas cívicas como a de hoje para a construção de um senso de identidade e patriotismo, que andam tão em falta no Brasil atual.

A inspiração para esse post veio de uma conversa que tive com meu pai, quando visitamos o Cemitério Nacional de Arlington, que fica no Estado da Virgínia, do ladinho de Washington/D.C. Nesse local, estão enterrados os heróis de guerra norte-americanos, todos aqueles que morreram em decorrência dos combates e guerras dos quais os EUA participaram.

Lápides de combatentes mortos 
Nesse cemitério estão cerca de quatrocentos mil pessoas enterradas. Além da quantidade, me impressionei com a atmosfera de solenidade e respeito que imperava no local.

Eu e meu pai chegamos à conclusão que homenagear aqueles que morreram em combate significa reforçar os ideais que constroem a ideia dos EUA enquanto superpotência, principalmente a liberdade, a democracia e o sonho americano de riqueza disponível para todos. 

Podemos concordar ou não com esses ideais, discutir se eles são verdadeiros ou não, refletir se o sonho americano realmente abarca todo mundo (eu acredito que não) e se essa glorificação da guerra não é uma forma de justificar o gasto crescente da indústria bélica, mas não podemos negar que o povo daquele país sente orgulho de ser norte-americano e de sua história.

E nós, brasileiros? Temos orgulho de pertencer ao nosso país? Que valores constroem nossa identidade enquanto nação?  Em tempos de Lava Jato, escândalos de corrupção diários, caos na saúde pública, mortes crescentes no trânsito, casos de racismo, violência contra a mulher, desmatamento da Floresta Amazônica, ainda dá para ser patriota? 

Olha, apesar de tudo que eu disse acima,  me atrevo a dizer que sim, é possível ser patriota. Mas para é isso é preciso decidir que país queremos construir e ter um projeto de Brasil viável, que pensa em um futuro construído a partir da sustentabilidade, da miscigenação racial e cultural, da flexibilidade e adaptação às mudanças, da biodiversidade, da afetividade, da hospitalidade, da inclusão!

Daniel Duende Carvalho | Flickr

Como defende Eduardo Gianetti, no livro Trópicos Utópicos, para construir o projeto do Brasil que queremos lá na frente, temos que reconhecer essas características que nos fazem um país tão especial e desafiador, e valorizá-las!

Penso que para ser patriota, é preciso conhecer nossa história, reconhecer nossos erros, aprender com os exemplos lá de fora, mas sem deixar de valorizar o que temos aqui dentro e, acima de tudo, trabalhar duro.

Há muito a ser construído, por isso cada um tem que fazer sua parte, seja estudante, empresário, dona de casa, político, servidor público, comerciante, membro de igreja, trabalhador, enfim cada um tem um papel a desempenhar. O caminho é por aí.

E você, acredita que ser patriota é possível?

Beijos,

Stefi